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Ilha do Fogo recebe mais uma edição do Viva Ilha e celebra Dia Mundial da Água com música, arte e debate político

“Eu acho incrível a prefeitura estar promovendo esse movimento de unir a população, de ouvir as demandas da população e unir esses movimentos sociais, que é o que luta pelos seus direitos. Esse é um momento de muita valia, que envolve cultura e política, o encontro dos movimentos sociais para a gente debater as nossas demandas.”

A fala de Tuan Kariorí, mulher indígena que vive há quatro meses em Juazeiro, traduz o espírito da terceira edição do Viva Ilha, ação realizada neste domingo (22), na Ilha do Fogo, em comemoração ao Dia Mundial da Água. O evento transformou o espaço em um ponto de celebração, reflexão e mobilização social, tendo o Velho Chico como plano de fundo e inspiração.

A ação reuniu movimentos sociais, artistas e frequentadores da ilha em uma programação que integrou cultura, política e debate sobre a importância da água no contexto do semiárido. Promovido pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ), em parceria com a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), o evento também fez parte da programação do Março Mulher.

Com o tema “Água e Gênero: quando as águas fluem, a equidade de gênero cresce”, alinhado à proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2026, a iniciativa reforçou a conexão entre preservação ambiental, justiça social e os direitos das mulheres.

De acordo com a secretária da Mulher e Juventude, Érica Daiane, a edição deste ano ganha ainda mais significado por acontecer no Dia Mundial da Água. “Estamos em mais uma edição do Viva Ilha nesse dia tão importante. E eu me lembro daquela frase que nós aprendemos no IRPAA, que é uma frase de Dom José Rodrigues que dizia, ‘não falta água, falta justiça’. Nosso objetivo é demarcar essa luta pela preservação, pelo nosso Rio São Francisco, que precisa de cuidado e de revitalização, e por toda essa riqueza ambiental que nossa cidade tem. O Viva Ilha desta edição é esse lugar de provocação, de reflexão sobre políticas públicas voltadas à preservação do Rio São Francisco e sobre a promoção da equidade de gênero”, afirmou.

Além do debate político, um café da manhã coletivo reuniu os participantes em um clima leve e de integração. A parte artística foi um dos pontos altos da programação. A banda Coco Kaaporã levou ao público uma apresentação marcada por ritmo, ancestralidade, luta e amor à natureza, em uma verdadeira ode ao rio e as águas que sustentam a região.

A agricultora Maria das Merces, do município de Casa Nova, acompanhou atentamente as discussões e destacou a importância do tema para quem vive no semiárido. “Esse momento foi muito importante, foi muito gratificante, é muito bom esse movimento que fala do nosso problema, que é a falta de água, eu fui convidada pra falar das cisternas que quando apareceram ajudaram, mas a gente ainda tem muita coisa para lutar. Estou gostando muito desse momento, e todos estão gostando, todo mundo falando bem”, afirmou.

Com mais uma edição realizada, o Viva Ilha já pode ser considerado um espaço de encontro entre cultura, consciência ambiental e participação social, deixando claro o compromisso da Prefeitura de Juazeiro com a defesa de suas riquezas naturais e com a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.

Texto: Thamires Costa/ Ascom PMJ

Fotos:  anamauê

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