Um vídeo emocionante gravado por uma mãe de Casa Nova, no norte da Bahia, expôs mais uma vez a insatisfação de moradores com a saúde pública do município. Francisneia, bastante abalada, afirma que seu filho deu entrada no Hospital Municipal e que, segundo seu relato, “quase saiu morto” da unidade.
No vídeo, a mãe faz duras críticas ao pior prefeito da história de Casa Nova, Anísio Viana, e chega a classificar o hospital como um verdadeiro “matadouro”, diante das condições que diz ter enfrentado durante o atendimento do filho.
“Aqui em Casa Nova não temos médico e muito menos prefeito”, declara Francisneia, cobrando providências e responsabilizando a atual gestão pela situação da saúde municipal.
A mãe também afirma que a revolta da família terá consequência política e diz que não pretende apoiar candidatos ligados ao grupo do prefeito Anísio Viana nas próximas eleições.
A denúncia ganhou ainda mais força após uma profissional de enfermagem, que pediu para não ter o nome divulgado por medo de perder o emprego, afirmar que se lembra do caso. Segundo ela, a responsabilidade pelo problema não teria sido da médica que realizou o atendimento, mas das condições oferecidas pela administração municipal.
De acordo com a profissional, o hospital estaria enfrentando falta de medicamentos e de materiais básicos, além de dificuldades com itens essenciais para o funcionamento diário da unidade.
“Estamos trabalhando sem estrutura. Falta medicamento, falta lençol e até itens básicos”, relatou a profissional, sob condição de anonimato.
Ela também criticou o volume de recursos destinados a festas e eventos promovidos pelo município, enquanto, segundo seu relato, faltariam condições adequadas dentro do hospital.
As declarações de Francisneia e da profissional são graves e precisam ser esclarecidas pela Prefeitura de Casa Nova, pela Secretaria Municipal de Saúde e pela direção do Hospital Municipal.
A reportagem deixa o espaço aberto para que o prefeito Anísio Viana, a Prefeitura e a Secretaria de Saúde apresentem sua versão sobre as denúncias, especialmente em relação à possível falta de medicamentos, insumos e estrutura no hospital.
O caso reacende uma pergunta que vem sendo feita por moradores: até quando a população de Casa Nova terá que denunciar publicamente problemas na saúde para conseguir respostas do poder público?
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