A Campanha Agosto Lilás é um marco no enfrentamento à violência contra as mulheres. Ao longo do mês, a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal de Juazeiro, realizou diversas atividades de orientação e conscientização sobre a necessidade de combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.
Nesta sexta-feira (29), a Patrulha encerrou a campanha com a ação “Maria vai ao Mercado”, levando informação e música para as pessoas que visitavam os Mercados Joca de Souza, Popular e Arnaldo Vieira.
Apesar da luta pelo fim da violência contra a mulher ganhar mais força no mês de agosto, a Patrulha Maria da Penha e toda a rede de apoio às mulheres vítimas de violência atuam durante todo o ano.
“Achei uma ação muito interessante e muito importante para nós mulheres, porque é um meio que busca nos proteger. Gostaria que sempre realizassem essas visitas de orientação e informação para as mulheres, porque muitas não sabem que existe esse grupo de apoio a quem sofreu ou sofre violência”, destacou a feirante do Mercado Joca de Souza, Rose Araújo.
Para realização da Campanha, a Patrulha contou com o apoio da Secretaria de Segurança Cidadã da Prefeitura de Juazeiro. O Secretário Adegivaldo Mota pontuou que educação e segurança pública são pilares que andam interligados. “Essa é uma campanha educativa que visa combater a violência de gênero. A gente compreende que o combate à violência não é somente em ações ostensivas, mas também pelo processo de educação e conscientização junto com a sociedade”, explicou.
Na visita aos mercados municipais, a equipe da Patrulha Maria da Penha ouviu alguns relatos que destacaram a importância da existência da rede proteção as mulheres no município. “Meu ex-marido só vivia me seguindo com ameaças, depois que ele recebeu a intimação e foi informado dos direitos que eu tinha, ele me deixou em paz”, disse uma mulher que foi vítima de violência doméstica.
Outra mulher também destacou que quando sofreu violência não existia a rede. “Meu ex-companheiro me deixou trancada em casa junto com ele, em cárcere privado. Consegui fugir e pedi socorro em um bar próximo a casa que estava presa. Levei a testemunha e prestei queixa, mesmo assim ele continuou solto realizando ameaças a mim e meus familiares”, disse a vítima, reforçando a importância da campanha.
Existem várias formas de violência contra a mulher. A violência de gênero, aquela praticada pelo simples fato de ser mulher, pode ser física, sexual, patrimonial, moral ou psicológica.
Segundo dados do anuário de segurança pública, em 2024 mais de um terço das brasileiras (37,5%) sofreu algum tipo de violência; os dados também apontaram que a cada 6 minutos uma menina ou mulher sofre violência sexual e a cada 6 horas uma mulher é vítima de feminicídio.
Vamos dar um basta na violência doméstica e familiar contra as mulheres. Os canais de denúncia: 180 (central de Atendimento à Mulher); 153 (GCM de Juazeiro) e o Whatsapp da Patrulha Maria da Penha (74) 99967-2006.
ASCOM/PMJ