Uma grave denúncia envolvendo crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi feita por Adriana Costa, moradora de Cacimbinha, no distrito de Bem-Bom, zona rural de Casa Nova, na Bahia.
Em áudio encaminhado ao Blog A Ponte, a mãe acusa a gestão do prefeito Anísio Viana e a Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Bruna Ramos, de suspenderem os atendimentos destinados às crianças com TDAH no programa TEAcolhe.
Segundo Adriana, as famílias teriam sido informadas de que essas crianças não poderiam mais continuar realizando os tratamentos no espaço. Revoltada, ela afirma que um programa criado para acolher e promover inclusão estaria se transformando em “TEA Exclusão”.
A mãe relata ter feito sacrifícios para garantir ao filho diagnóstico, acompanhamento profissional e melhores condições de desenvolvimento. De acordo com seu relato, foram gastos mais de R$ 4 mil nesse processo. Agora, ela teme que a interrupção provoque prejuízos e regressão no quadro da criança.
“Fiz tudo o que estava ao meu alcance para proporcionar uma vida melhor ao meu filho. Tenho medo de que ele regrida por ficar sem o acompanhamento de que precisa”, desabafou Adriana.
Uma professora que acompanha o estudante também demonstrou preocupação. Segundo ela, a criança necessita de atendimento contínuo para avançar na aprendizagem e na socialização. A educadora considera a interrupção injusta e alerta para os impactos da falta de assistência.
A denúncia preocupa outras famílias porque o TEAcolhe é apresentado pela Prefeitura como um serviço de acolhimento, assistência especializada e inclusão. Por isso, a gestão municipal precisa esclarecer se houve determinação para suspender os atendimentos, quais critérios foram utilizados e para onde as crianças com TDAH serão encaminhadas.
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Casa Nova e da Secretaria Municipal de Saúde. As informações são baseadas no relato da mãe e devem ser apuradas pelos órgãos competentes.
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