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Insegurança nas ruas à noite cresce e alcança 2 de cada 3 brasileiros, diz Datafolha

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Nos últimos seis meses a sensação de insegurança ao caminhar durante a noite nas cidades brasileiras aumentou. A proporção de pessoas que dizem sentir muita insegurança nas ruas após escurecer chegou a 39%, quase quatro a cada dez pessoas, e aqueles que respondem ter um pouco de insegurança são 26%, segundo pesquisa Datafolha.

Ao todo, portanto, dois de cada três brasileiros (65%) dizem sentir algum grau de insegurança ao andar nas ruas durante a noite. O resultado representa um crescimento de cinco pontos percentuais na quantidade de entrevistados que se sentem muito inseguros em relação à última pesquisa do instituto sobre o tema, em setembro do ano passado.

Houve uma diminuição equivalente na quantidade de brasileiros que respondem sentir-se “mais ou menos seguras” nas ruas da própria cidade: caiu de 26% para 21% no período. Já aqueles que se sentem “muito seguros” são 14%, uma proporção que se mantém estável nas pesquisas desde março de 2022.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todo o país nos dias 19 e 20 de março. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A sensação de insegurança teve um aumento mais expressivo nas regiões metropolitanas do país. Mais da metade (52%) dos moradores das grandes cidades e de seus entornos urbanizados diz sentir-se muito inseguro, ante 41% há seis meses.

Só 7% consideram-se muito seguros nas metrópoles —em setembro, eram 9%. Essa proporção chega a mais do que o dobro, 19%, em cidades do interior.

Ao mesmo tempo, os municípios interioranos também tiveram leve piora na percepção da segurança. Há seis meses, 28% dos entrevistados no interior diziam sentir-se mais ou menos seguros nas ruas da sua cidade ao escurecer, e agora são 23%. Aqueles que respondiam sentir-se muito inseguros eram 29%, e agora são 31%.

O Datafolha fez duas perguntas sobre a percepção da violência aos entrevistados: como eles se sentem ao caminhar pelas ruas de sua cidade e do seu próprio bairro. A insegurança cresceu nas duas situações, embora os entrevistados digam sentir-se mais seguros em seu próprio bairro.

Por regiões – Todas as regiões do país tiveram aumento do sentimento de insegurança. O Sudeste apresentou os piores índices e o maior crescimento na proporção de entrevistados que dizem se sentir muito inseguros nas ruas da cidade. Eram 38% em setembro, e agora são 45%.

O sentimento de alta insegurança nas ruas da cidade alcança 37% dos moradores das regiões Centro-Oeste e Norte (na pesquisa Datafolha, as duas regiões têm os dados unificados), 36% da população do Nordeste e 32% no Sul.

Além da discrepância entre metrópoles e interior, homens e mulheres também têm grandes diferenças na percepção de segurança. Enquanto 45% das mulheres se sentem muito inseguras nas ruas da cidade ao anoitecer, 33% dos homens respondem da mesma forma —diferença de 12 pontos percentuais.

Só 15% das mulheres se sentem muito seguras no próprio bairro à noite, mas entre os homens essa proporção é de 24%. O índice de alta insegurança fica abaixo da média entre moradores da região Sul, entre jovens de 16 a 24 anos (28%) e entre aqueles que aprovam o governo Lula (27%).

A percepção da segurança nas ruas teve comportamento similar à opinião sobre a situação econômica do país e da própria vida. Entre aqueles que responderam ao Datafolha que sua própria condição financeira melhorou, 27% dizem que se sentem muito inseguros nas ruas da cidade (abaixo da média nacional) e 21% que se sentem muito seguros (acima da média.

Já entre aqueles que viram sua situação financeira piorar, 53% dizem que ficam muito inseguros na cidade ao escurecer, e só 10% que sentem-se muito seguros. A clivagem política também aparece como um fator político para essa percepção. Entre bolsonaristas, 49% dizem se sentir muito inseguros e 14% muito seguros. Entre petistas, são 31% aqueles que dizem se sentir muito inseguros e 17% respondem que se sentem muito seguros.

Há estudos indicando que há uma diminuição da violência no país desde 2018. O último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em julho do ano passado, mostra que as mortes violentas no Brasil chegaram ao patamar mais baixo em 12 anos.

Em São Paulo, estado mais populoso do país, houve queda nos homicídios durante o ano passado, mas um recorde de furtos. No ano passado, foram 2.728 vítimas de homicídio doloso, quando há intenção de matar, queda de 10,4% em relação a 2022. Ao mesmo tempo, foram registrados 576.278 furtos no estado, maior número visto na série histórica. (Foto: Ilustração)

Bahia registra 22 mortes por dengue; Juazeiro tem um óbito pela doença

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O número de mortes por dengue na Bahia subiu 22, após a confirmação de mais um caso em Vitória da Conquista, localizado no sudoeste baiano. A cidade lidera o número de vítimas pela doença no estado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

A Bahia vive em estado de epidemia pela doença, sendo 285 cidades já confirmadas, outras 45 estão em risco e 12 em alerta. Os óbitos foram registrados em Vitória da Conquista (5); Jacaraci (4); Piripá (3); Santo Antônio de Jesus (2); Barra do Choça (1); Caetité (1); Campo Formoso (1); Feira de Santana (1); Ibiassucê (1); Irecê (1), Juazeiro (1) e Santo Estêvão (1).

Segundo a Sesab, Vitória da Conquista, Salvador e Feira de Santana lideram o ranking de cidades com maior número de casos prováveis de dengue. Em Conquista, foram notificados 11.627 casos, na segunda posição está a capital com 4.962 seguido por Feira de Santana com 2.888 casos prováveis.

Mais 154 municípios vão receber vacinas contra a dengue

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O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (28), a lista completa dos 154 municípios que serão contemplados com doses da vacina contra a dengue em abril. O anúncio da ampliação de localidades selecionadas para receber os imunizantes, com essa terceira remessa, tinha sido feito um dia antes pela pasta.

Os 154 novos municípios fazem parte de 11 regiões de saúde com população residente igual ou maior a 100 mil habitantes. Em comum, as cidades escolhidas apresentam as altas taxas de transmissão da doença nos últimos meses.

São elas: Central (ES); Betim (MG); Uberaba (MG); Uberlândia/Araguari (MG); Recife (PE); Apucarana (PR); Grande Florianópolis (SC); Aquífero Guarani (SP); Região Metropolitana de Campinas (SP); São José do Rio Preto (SP) e São Paulo.

O imunizante é destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo do governo federal, pois concentra a maior proporção de internação pela doença. O esquema vacinal é composto por duas doses que devem ser aplicadas com intervalo de três meses entre elas.

Papa Francisco quebra tradição em rito e lava os pés apenas de mulheres

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O Papa Francisco lavou os pés de 12 detentas em visita à Penitenciária Feminina de Rebibbia, em Roma, nesta quinta-feira (28). É a primeira vez que o papa lava os pés apenas de mulheres durante o rito anual.

Francisco se dirigiu até o grupo, posicionado em uma altura capaz de o Papa chegar com a cadeira de rodas. O pontífice lavou e beijou os pés de 12 detentas, algumas visivelmente emocionadas e comovidas em ver o líder da Igreja Católica repetir o gesto de Jesus com elas.

As mulheres tinham entre 40 e 50 anos e eram provenientes da Bulgária, Nigéria, Ucrânia, Rússia, Peru, Venezuela, Bósnia-Herzegovina e da própria Itália.

Já ao final da celebração, Francisco recebeu alguns presentes das detentas. Entre eles, um grande cesto com produtos agrícolas cultivados pelas próprias mulheres na horta dentro da prisão e um terço, feito de crochê e pérolas, produzido na oficina de colares.

O pontífice de 87 anos, que recentemente tem enfrentado dificuldades de saúde e de mobilidade, liderou a cerimônia em sua cadeira de rodas. O rito católico do lava pés acontece na quinta-feira antes da Páscoa e tem como exemplo original o lava pés de seus discípulos feito por Jesus Cristo na noite anterior à sua morte.

Desde que assumiu o pontificado, Francisco retirou esta cerimônia do território do Vaticano e celebrou-a lavando os pés dos prisioneiros, refugiados e deficientes. Ao longo dos anos, ele lavou os pés de mulheres e de muçulmanos, mas esta é a primeira vez que o rito envolve apenas mulheres. (Foto: Vaticano)

Com capacidade para quase 800 pessoas, construção do Teatro Municipal segue sendo executado em Petrolina

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Peças teatrais, danças e espetáculos musicais vão ter um espaço único em Petrolina. O sonho e pedido de vários artistas está se tornando realidade e ganhando forma. A construção do Teatro Municipal segue em andamento na capital do Sertão do São Francisco. Após 29 anos, esta é a primeira grande intervenção no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho, que foi inaugurado em 1995. Além da reforma do local, está sendo construído o Teatro da cidade.

Esta semana, a obra entrou na fase de execução da estrutura e a concretagem das lajes do foyer, o local onde a plateia iria assistir aos espetáculos e peças já recebeu concreto. O projeto do Teatro Municipal prevê a capacidade para quase 800 pessoas, e conta com construção de salas de imprensa e técnica; cenários móveis e desmontáveis; camarotes, camarins; foyer; depósitos cenotécnicos; salas de equipamentos; copa; bilheteria e entradas acessíveis.

A obra é uma parceria das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEDETUR) e Infraestrutura e Mobilidade (SEINFRA). Após entregue, o Centro de Convenções de Petrolina será mais um importante equipamento para o desenvolvimento do turismo de negócios e eventos na região. O investimento é cerca de mais de R$ 41 milhões.

Rede SAC suspende atendimento na Sexta-Feira da Paixão

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A Rede SAC suspende o atendimento em todos os postos fixos na Sexta-Feira da Paixão, dia 29 de março. Na quinta-feira (28), que antecede ao feriado, o funcionamento é normal. Já o funcionamento dos 47 Pontos SAC distribuídos pelo interior do Estado obedecem a decretos municipais.

Para outras informações, a Secretaria da Administração (Saeb) disponibiliza o aplicativo e Portal de Serviços do Estado (www.ba.gov.br) e o site institucional do SAC (www.sac.ba.gov.br), além do call center: (71) 4020-5353 (ligação de celular) ou 0800 071 5353 (ligação de fixo).

Dom Avelar receberá a 9ª edição do programa ‘Bora Petrolina’ com grande mutirão de serviços

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O bairro Dom Avelar será o próximo destino do programa Bora Petrolina, que oferta um grande mutirão de serviços que abrange diversas áreas, tais como saúde, assistência jurídica, cidadania, regularização fundiária, esporte, lazer, entre outros. O evento acontecerá no sábado (6), na Escola Municipal Santa Terezinha, a partir das 8h, e também contemplará a população dos bairros Santa Luzia, São Joaquim, São Jorge, Mandacaru, Vila Débora, Topázio, Vila Rotary, Padre Cícero 1 e 2, e Terras do Sul. 

Além das secretarias municipais, mais 30 instituições parceiras também estarão presentes para disponibilizar serviços de saúde, como exames laboratoriais, vacinação, consultas médicas e odontológicas, triagem audiométrica; assistência jurídica, com orientações sobre pensão alimentícia e divórcio; regularização fundiária, com cadastro para recebimento do título de posse do imóvel; Cadastro Único para atualização de dados cadastrais do auxílio Bolsa Família; emissão de RG; cortes de cabelo; Escolinha de Trânsito para crianças de 2 a 8 anos, um projeto da Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina; entre outros. 

Uma novidade desta edição é a presença do Tribunal de Justiça de Pernambuco, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Serão ofertados atendimentos, tais como sessões de conciliação, cadastro de demandas pré-processuais para divórcio, pensão alimentícia, visitas, união estável, reconhecimento de paternidade, dentre outros.

Bora Petrolina – O programa da plataforma de governo da gestão municipal, ‘Bora Petrolina’, conta com os serviços das secretarias e órgãos municipais, além da parceria com outras instituições como Neoenergia, TJPE, OAB Petrolina, INSS, Univasf, CDL, 5° BPM, Farmácia Diariamente, Sest Senat, Sesc, UPE, INCRA, Soberana, Clínica Átma, CDI, e Unibras.

Petrolina: Justiça acata pedido do MPPE e determina suspensão de empréstimos consignados feitos pelo CRELPS em prejuízo das ex-internas

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A 3ª Vara Cível da Comarca de Petrolina acatou pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na ação civil pública (ACP) número 0005732-93.2024.8.17.3130 e deferiu tutela antecipada de urgência para determinar que o Banco Paraná S/A e outras instituições financeiras promovam a interrupção dos descontos nos empréstimos realizados nas dependências da Comunidade Terapêutica (CRELPS) sem o consentimento expresso das contratantes.

Após investigações, teria sido constatado que os valores dos empréstimos não foram direcionados às internas, mas a finalidades diversas da instituição. A CRELPS, que abrigava mulheres em quadro de extrema vulnerabilidade, pelo estado de saúde e por transtornos mentais ou idade avançada, teve o seu fechamento após a constatação de irregularidades (ACP 0019658-78.2023.8.17.3130).

Conforme a decisão, expedida na segunda-feira (25) pelo Juiz de Direito Carlos Fernando Arias, a ação tem o fito de promover a cessação dos descontos, “uma vez que as mulheres que residiam na comunidade retornaram ao convívio social recentemente e possuem inúmeras necessidades básicas, das quais o suprimento tem sido prejudicado pelos descontos em seus respectivos benefícios previdenciários”.

A ACP ingressada pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina objetiva a decretação da nulidade dos empréstimos consignados, além da devolução dos descontos indevidos e condenação em danos morais. Os demais pedidos ainda aguardam sentença judicial.

Será cobrada multa cominatória no valor de R$ 1 mil reais a cada descumprimento (a cada parcela mensal descontada) das instituições financeiras demandadas, limitada ao valor de R$ 30 mil por contrato.

Presidente Lula prorroga por mais 50 dias o programa Desenrola Brasil para a Faixa 1, até 20 de maio 

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Medida provisória publicada nesta quinta-feira (28), no Diário Oficial da União, é a segunda prorrogação do Desenrola e beneficia pessoas físicas inadimplentes enquadradas na Faixa 1 do programa

A segunda prorrogação do Desenrola Brasil foi autorizada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de Medida Provisória (MP). Com isso, o Governo Federal prorrogou o programa por mais 50 dias. Em vez de se encerrarem neste domingo, 31 de março, as ofertas do programa emergencial de renegociação das dívidas ficarão disponíveis até o dia 20 de maio — e vão beneficiar as pessoas físicas inadimplentes enquadradas na Faixa 1 do programa, que engloba as negociações feitas pelo site.


MP foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28). Em todo o país, 14 milhões de pessoas já foram beneficiadas pelo Desenrola, que possibilitou a negociação de aproximadamente R$ 50 bilhões em dívidas. Os descontos na plataforma do programa são de 83%, em média, e em alguns casos chegam a ultrapassar 96%. Os pagamentos podem ser à vista ou parcelados, sem entrada e com até 60 meses para pagar.


Responsável pelo Desenrola Brasil, o Ministério da Fazenda (MF) regulamentou a possibilidade de parcerias com agentes financeiros e birôs de crédito, para ampliar as possibilidades de acesso ao site oficial. O programa pode ser acessado por meio dos sites e aplicativos da Serasa Limpa Nome, do Itaú Unibanco, do Santander e da Caixa Econômica Federal.


Com a integração das plataformas parceiras a do Desenrola, os clientes dos parceiros que se enquadram na Faixa 1 do programa conseguem ver se há ofertas do Desenrola e podem ser redirecionados para o site do programa, onde é possível consultar as dívidas e fazer os pagamentos, sem necessidade de outro login.


“Queremos aproveitar o aumento das negociações pelo site depois das parcerias com as plataformas bancárias e de renegociação de dívidas. Hoje, quase metade do volume diário de operações chega ao site do Desenrola através de redirecionamentos dos canais parceiros”, afirma Alexandre Ferreira, diretor de Programa da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda.


MEGAFEIRÃO — Desde o dia 4 de março as ofertas de renegociação do Desenrola foram incluídas no MegaFeirão Serasa e Desenrola, graças a uma parceria da Serasa Limpa Nome com os Correios, com apoio institucional da Fazenda.


A ação de combate à inadimplência, que inclui outras dívidas da Serasa, engloba atendimentos presenciais gratuitos para renegociação de dívidas em mais de seis mil agências dos Correios de todo o Brasil, até esta quinta-feira (28), como mais uma opção de acesso ao programa. Até a última terça-feira (26), foram realizados mais de 172 mil atendimentos presenciais nas agências, segundo os Correios.


PÚBLICO FEMININO — É predominantemente feminino o perfil do público que negocia as dívidas pelo site do Desenrola. Cinquenta e cinco por cento das pessoas que negociaram dívidas pela plataforma são mulheres. Quanto à idade, 67,3% das pessoas que aproveitaram as ofertas pelo site do Desenrola têm entre 25 e 44 anos (27,1% têm entre 35 e 44 anos).


Já quanto à forma de pagamento, 56% dos contratos negociados foram pagos de forma parcelada e 44% foram à vista, sendo de R$ 250 o ticket médio de negociações com pagamento à vista e de R$ 1.013 o ticket médio dos pagamentos parcelados. Os pagamentos à vista não requerem a garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).


Além da possibilidade de negociar as dívidas do cartão de crédito com descontos de até 96%, a Lei do Desenrola estabeleceu um teto para os juros acumulados em casos de atraso no pagamento da fatura do cartão. Desde janeiro, os juros do rotativo não podem mais ultrapassar o valor da dívida original.


HISTÓRICO — Iniciada em outubro de 2023, a Faixa 1 contempla pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico. Ela engloba as dívidas que tenham sido negativadas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, e não podem ultrapassar o valor atualizado de R$ 20 mil cada (valor original de cada dívida, sem os descontos do Desenrola).


Além das dívidas bancárias — como cartão de crédito — também estão incluídas as contas atrasadas de outros setores, como estabelecimentos de ensino, energia, água, telefonia e comércio varejista. A plataforma do Desenrola permite a renegociação até mesmo com bancos em que a pessoa não tenha conta, podendo escolher aquele que oferecer a melhor taxa na opção de pagamento parcelado.


Outra vantagem do programa para quem tem duas ou mais dívidas (mesmo que com diferentes credores) disponíveis para negociação na plataforma do Desenrola é poder juntar todos os débitos e fazer uma só renegociação, pagando à vista em um único boleto ou PIX, ou financiando, a prazo, o valor total no banco de preferência.


Em julho de 2023, a primeira fase do Desenrola Brasil começou com os principais bancos retirando, automaticamente, 10 milhões de registros de dívidas de até R$ 100 dos cadastros de inadimplentes. Ao mesmo tempo, tiveram início as negociações das dívidas bancárias feitas diretamente pelos bancos credores (Faixa 2 do programa) com pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil. Essa faixa se encerrou no fim de dezembro.
 

Para acesso ao Desenrola diretamente pela plataforma é necessário ter uma conta GOV܂BR. Tanto usuários com contas nível bronze quanto prata e ouro podem visualizar as ofertas de negociação e parcelar o pagamento, se optarem por não pagar à vista. Utilizando os canais parceiros, não há necessidade de uso da conta GovBR.


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Empregos com carteira assinada batem recorde, segundo IBGE

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O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado atingiu 37,995 milhões no trimestre encerrado em fevereiro deste ano. É o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve um aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior (encerrado em novembro de 2023) Segundo o IBGE, não é uma variação estatisticamente relevante e significa estabilidade.

“Essa estabilidade vem sendo precedida por sucessivos aumentos da população com carteira de trabalho assinada”, afirma a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Em relação ao ano anterior (trimestre encerrado em fevereiro de 2023), por exemplo, foi registrado crescimento de 3,2%, ou seja, mais 1,2 milhão de trabalhadores com carteira assinada no setor privado.

Esses números não consideram os trabalhadores domésticos, ainda que tenham carteira assinada. Esses se mantiveram estáveis (5,9 milhões de pessoas) em ambas comparações temporais. O mesmo aconteceu com os trabalhadores por conta própria (25,4 milhões) e os empregadores (4,2 milhões).

Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,3 milhões, estatisticamente estável na comparação trimestral. Na comparação com o ano anterior, no entanto, houve crescimento de 2,6%, ou seja, mais 331 mil pessoas.

Informalidade

O número de trabalhadores informais ficou em 38,8 milhões, abaixo dos 39,4 milhões de trimestre anterior, mas acima dos 38,2 milhões de fevereiro de 2023.

A população ocupada (100,25 milhões) manteve-se estatisticamente estável no trimestre, apesar da variação negativa, mas estatisticamente não significante, de 258 mil.

“A parte informal da população ocupada caiu em 581 mil pessoas, ou seja, a informalidade caiu mais do que a população ocupada como um todo. Então viramos o ano com uma redução mais acentuada do segmento informal da ocupação”, explica a pesquisadora.

A taxa de informalidade que é o percentual dos trabalhadores informais em relação ao total da população ocupada ficou em 38,7% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, abaixo dos 39,2% de novembro.

Ocupação

Como a população ocupada cresceu 2,2% na comparação anual, a taxa de informalidade de fevereiro deste ano também é inferior à registrada em fevereiro do ano passado (38,9%), mesmo que tenha tido um número absoluto de trabalhadores informais superior (38,8 milhões contra 38,2 milhões).

O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas em relação àquelas em idade de trabalhar, ficou em 57,1% em fevereiro deste ano, abaixo dos 57,4% do trimestre anterior mas acima dos 56,4% do ano passado.

Na comparação trimestral, os setores com quedas na ocupação foram agricultura (-3,7%) e administração pública, saúde e educação (-2,2%), enquanto transporte, armazenagem e correio foi o único segmento com alta (5,1%).

Já na comparação anual, foi observada queda apenas na agricultura (-5,6%). Altas foram registradas na administração pública, saúde e educação (2,8%), informação e comunicação (6,5%), armazenagem e correio (7,7%) e indústria (3,1%).

Desemprego

A taxa de desemprego ficou em 7,8% em fevereiro deste ano, 0,3 ponto percentual acima do trimestre anterior (7,5%). Esse crescimento é sempre registrado no início do ano, devido à base de comparação ser o final do ano anterior, quando há mais geração de postos de trabalho por conta do Natal.

Apenas em 2022, quando havia o efeito da pandemia de covid-19, não foi registrada alta da taxa de desemprego de novembro para fevereiro. Por outro lado, na comparação com fevereiro do ano passado (8,6%), a taxa caiu 0,8 ponto percentual.

A população desocupada ficou em 8,5 milhões, alta de 4,1% na comparação trimestral (ou seja, com novembro de 2023) e queda de 7,5% na comparação anual (ou seja, com fevereiro do ano passado).

Subutilização

A pesquisa também avalia o total de subutilizados no mercado de trabalho, contingente que soma desempregados, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, que gostariam de trabalhar mas estavam impedidos por algum motivo e aqueles que chegaram a buscar emprego mas não queriam trabalhar.

Os subutilizados somaram 20,637 milhões de pessoas, ou seja, 3,4% a mais do que no trimestre anterior, mas 4,5% abaixo de fevereiro de 2023. A taxa de subutilização ficou em 17,8%, 0,5 ponto percentual acima de novembro mas 1 ponto percentual abaixo do ano anterior.

Rendimento

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.110) cresceu 1,1% no trimestre e 4,3% no ano.

A massa de rendimento real habitual (R$ 307,3 bilhões) atingiu novo recorde da série histórica iniciada em 2012. Não houve variação significativa no trimestre, mas houve alta de 6,7% (mais R$ 19,3 bilhões) na comparação anual. (Agência Brasil)